Quem Borda recebe INSPIRAÇÃO

Estou eu aqui em plena manhã fria de Agosto, em uma Quinta feira a bordar mais uma etapa da Carroça de Flores.
Ela é treino para melhorar meus conhecimentos no bordado de flores.
Ontem postei as lavandas (do lado direito das flores amarelinhas)
Hoje voltei mais um pouco nas florezinhas amarelas.
Como estou provando as linhas Varicôr, escolhi experimentar uma meada linda, amarelo ouro que a amiga Astrid me apresentou ha pouco tempo.
Ela se chama Madame Maia, claro em homenagem a sua criadora.
Pensei... se esta linha tem o nome dela é porque é especial.
E constatei.
Ao abrir a meada, percebi que esta dividida em fios grossos, contendo 3 cabos, mas você pode separar e assim terá 3 sub cabos com 4 fios cada
Acompanhem minha observação, você vai gostar.




Vejam que a linha da esquerda é a linha grossa, a que está sob a agulha é o sub cabo com 4 fios.
E foi com ele que fiz as flores salpicadas na primeira moita da carroça.






Como a linha é brilhante e tem o tom um
pouco diferente das que usei, deu um toque bem delicado, por isso usei a mesma linha e fiz o miolo das demais. À medida que fazia o ponto, e a linha passava pelo tecido, observei uma forma melhor para conduzir a linha de forma a não  "brigarem" na hora de entrar e sair do tecido. Sabem como? Com o dedão.
Lembram como usamos o dedão para segurar o ponto nó francês?  
Experimentem usar com esta linha de seda, posicione antes de puxar a linha, ele separa os fios e não embrama mais.

Enquanto eu separava os fios e fazia os pontos, me deu vontade de separar também os sub cabos e usar a linha com apenas 2 fios.
Enfiei a agulha e fiz o primeiro ponto, ao puxar ela desfiou e partiu-se.
Aí a imagem me veio à mente:
Esta imagem é o nosso "slogan".
Nosso Grupo de Bordados começou com esta ideia de compartilhar, porque acreditamos na união.
Neste momento senti como tudo gira em torno deste entendimento.
Ao separar a linha, enfraquecemos a força dela.
E, com certeza o tamanho da meada foi estudado pela Madame Maia, para que a linha tivesse utilidade até o final.
Se usamos uma linha longa demais, corremos o risco de ver nossa linha desfiar na metade do ponto.
Se separamos o cabo e dividimos as linhas para que renda mais, ou para obter um ponto mais fino, podemos simplesmente inutilizar o ponto.
E assim continuei o bordado sentindo quanta intuição recebemos nestes momentos de quietude e observação.
E quanto isso nos ajuda com a vida.
Essa vida corrida, atribulada, cheia de hora marcada para começar e finalizar. Essas coisas que nos aceleram demais durante o dia.
Como é importante um momento para desacelerar.
Podemos meditar? Sim com certeza.
Podemos rezar? Sim, devemos.
Mas podemos também simplesmente... Bordar.
Percebi hoje que até bordando podemos nos conectar com nosso interior, com nossa Força Maior e receber Dela muitos ensinamentos.
Compartilho hoje isso que aprendi , com você que está lendo.
Venha bordar.
Rose Becker
www.patchaula.com.br  (temos aulas de bordados para todas as categorias)


Este meu treino de flores está finalizado.
Foram usadas linhas molinê da DMC, linhas Varicôr, Linhas Madeira e Linhas Edmar. Fundo da carroça foi pintado com lápis para tecido.
Hoje dou por acabado. 29 Setembro 2013. Rose Becker.
 

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